É preciso empoderar nossas meninas!

bonecas pelos direitos das mulheres

Conheça o movimento GIRL EFFECT

GIRL EFFECT

GIRL EFFECT OU EFEITO MENINA

O movimento GIRL EFFECT começou para ajudar a mudar o ciclo de pobreza e condição de vulnerabiliade social que é passada de geração em geração na linha de desenvolvimento das meninas adolescentes. Em 2009, foi lançado no Fórum Econômico Mundial de Davos, com o filme que mostra o relógio correndo na vida dessas meninas, desafiando as pessoas a pensar de forma diferente sobre o papel que elas desempenham no desenvolvimento. Defendido pela Fundação NIKE em colaboração com a Fundação NoVo, United Nations Foundation e múltiplos parceiros, o movimento se propôs a convencer o mundo a parar de ver as meninas como parte de um problema global da pobreza e passar a enxergá-las como co-criadoras de novas soluções.

MENINAS NO CENTRO DA AGENDA. Antes do lançamento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a Declaração do Efeito Menina ajudou a garantir o lugar das meninas na agenda de desenvolvimento pós-2015.

Em setembro de 2015, GIRL EFFECT tornou-se uma nova organização focada em impulsionar a mudança mensurável na vida das meninas, com apoio contínuo da Fundação Nike e outros parceiros.

MISSÃO: To change the world for girls, so that girls can change the world.

Mudar o mundo para as meninas, então as meninas poderão mudar o mundo!

Saiba mais: http://www.girleffect.org/

Feminismo é outra história. Informe-se!

Ei… feminismo não tem nada a ver com odiar homens. Feminismo é outra história… então, que tal recorrer à história das conquistas dos seus próprios direitos ‪#‎meninas‬ que odeiam feministas? Vocês sequer teriam voz para dizerem que “não são feministas” se o feminismo não tivesse quebrado a roda da opressão. Continuariam sem direito a ser cidadã, ter propriedade, direitos aos filhos/as, políticas públicas de saúde para mulheres, nem poderiam assumir cargos de chefia, já que também continuariam proibidas de frequentar o ensino superior. Ou seja, continuariam sendo obrigadas à submissão e injustiças pela força da desigualdade socioeconômica e cultural. Na verdade, esse caminho ainda está sendo construído. Infelizmente, o feminismo ainda é necessário. Muito necessário, aliás. Infelizmente muitas pesoas acham que feminismo é o contrário de machismo. Infelizmente vemos essas confusões acontecendo por falta de informação. Então, informe-se!

‪#‎feminismo‬ ‪#‎iguadadedegênero‬ ‪#‎justiçasocial‬ ‪#‎WhyMenina‬

Não se trata apenas de aborto, se trata da Vida. Mas VIDA DE QUEM?

El Salvador: no país que penaliza a mulher pelo aborto até em situação de estupro, mulheres pedem liberdade. Com penas que podem chegar a 40 anos de prisão, mães são consideradas culpadas mesmo quando não realizam o aborto, mas seus filhos nascem mortos (Pragmatismo Político)*

Gravidez, aborto e direitos da mulher

Mulheres de El Salvador: engravidar pode ser uma sentença de morte. Via Pragmatismo Político

Não se trata apenas do aborto, se trata da Vida. Mas VIDA DE QUEM?

Quando ouço sobre aborto fico sempre com aquela sensação de que estamos falando de algo proibido. E não é? Mas não estamos olhando muito superficialmente? Veja o lado nada bom sobre ser mulher nesse mundo.

Desde pequenas somos treinadas para sermos mães. Nos ensinam que ser mãe é a missão da mulher e que nenhuma mulher pode ser completa sem isso. Fomos feitas para isso. Então aprendemos a cuidar, a amamentar, trocar fraldas e ninar. O que tem de errado nisso? Nada. É importante trazer essa noção de carinho e cuidado, mas é algo que deveria fazer parte da vida dos meninos também. Talvez assim deixássemos de ser mães solteiras desde crianças, quando brincamos com nossas bonecas, filhas sem pais.

O mundo nos apresenta tantas regras que vamos nos moldando conforme o padrão. Feche as pernas, não brinque disso, não fale assim, prefira o rosa, seja delicada, tire a mesa. Em outros tempos ou até nesse mesmo: case-se, seja boa esposa, seja boa amante, boa dona de casa. Antes: não podia estudar, não podia votar, não podia escolher, não podia gritar. Aborto? Fogueira!

Situação 1

O corpo dilacerado, dor, machucados, estupro. Pode abortar no Brasil. Mas em qual hospital, após quanta humilhação? Enquanto isso, a culpa, o medo, o nojo, a vergonha, a raiva, o sistema, a sociedade. Haaa… como a sociedade pesa. A alma dilacerada. Trauma. Nunca mais a mesma. A vida de uma mulher, ou menina, marcada.

*Já em El Salvador: “Ela conta que ficou grávida em decorrência de um estupro e que nunca fez pré-natal. Sua ex-patroa a obrigou a permanecer dentro de casa para evitar que Mayra fizesse alguma denúncia, já que o estuprador era sobrinho de sua patroa. (…) teve complicações obstétricas e deu à luz um natimorto (…) Mayra, que na época tinha 18 anos de idade, lembra que acordou algemada na cama de um hospital e foi acusada pela médica que a recebeu no centro de saúde de ter matado seu filho.”

Situação 2

Ela queria um filho, mas o feto está condenado.

*”El Salvador, Honduras, Nicarágua e República Dominicana são os países na América Latina que mantêm uma norma estrita, que criminaliza as mulheres que sofrem qualquer tipo de aborto.”

Qualquer tipo de aborto inclui o espontâneo, no qual o próprio corpo reage naturalmente. Outros tipos de aborto incluem também as complicações obstetrícias e partos extra-hospitalares. Abortos comprados em clínicas clandestinas. Já pensou o desespero dessa mulher? Mas ela não tem decisão, pois o sistema toma a decisão.

A palavra de uma mulher fruto de um estupro

“Por ser fruto de um estupro, me sinto até mesmo no direito moral de ser a favor do aborto. (…) Eu acho que falta promover a igualdade, no sentido de que nós, mulheres, tenhamos autonomia sobre nossos próprios corpos e que possamos decidir por nós mesmas como ter um filho afetará nossas vidas e a da criança inocente. Sem interferência de religião, a mulher necessita ter esse direito e centros de apoio moral e psicológico. Vamos supor que homens pudessem engravidar, vocês acham que o aborto já não estaria legalizado?

Leis como essa são criadas, pois vivemos num mundo cheio de pessoas ignorantes e incapazes de pensar no dano que um estupro causa à história de uma pessoa.

Devemos promover discussões saudáveis e positivas sobre o assunto em um aspecto geral, derrubar dogmas e aumentar a consciência de um assunto que é importante na vida de muitas pessoas. Trabalhar com comunidades locais oferecendo suporte psicológico, oferecer uma plataforma neutra onde a mulher tenha espaço, sem ser julgada, e analisar realisticamente os prós e contras da gravidez. E que a mulher possa fazer sua própria decisão.” Cláudia Salgado, 28 anos.

Leia mais sobre a história de Cláudia em Pragmatismo Político.

 

Os homens e os esmaltes da Risqué

Faltou pesquisa de mercado e uma boa redação!

Polêmica da nova coleção de esmaltes da Risqué demonstra como o empoderamento feminino está em pauta.

Um produto feminino inspirado em atitudes dos homens que influenciam na cor de esmalte que a mulher vai usar. Quando comecei a ler a descrição dos esmaltes, pensei que poderia ter o nome de uma mulher, mas quem sabe poderia se desenvolver como boa ideia. Na verdade, a ideia foi “boa”, mas a redação “falhou”. Bem, já não sei mais. Quando o primeiro esmalte fala que o André fez o jantar, dá aquela ideia de parceria, de poder ficar com as unhas feitas mais um tempinho porque o cara ajudou (mas isso não deveria ser exatamente algo para surpreender uma mulher).

risquehomens

 Convenhamos, se a publicidade dos produtos de limpeza é praticamente toda voltada para as mulheres (tanto é que “as mulheres brilham” para a Bombril), um cosmético poderia abordar essa temática de forma diferente, não é? Homens que fazem a diferença são importantes sim, pois conseguem visualizar a necessidade da vida em conjunto, enxergam as qualidades das mulheres e dividem as tarefas. O problema é falar dos “pequenos gestos diários do homens” como se isso fosse algo tão importante a ponto de influenciar na cor do esmalte. Acho que queriam abordar mais o lado romântico, baseado no antigo lado galanteador que mudaria a vida das mulheres.

As mensagens abordam as mulheres como se estivessem à espera:

  • “O André fez o Jantar” (na verdade, essa foi surpresa. Ela nem esperava, afinal, é tão incomum um cara fazer o jantar. Nesse caso parece uma mulher casada/moram juntos e, de repente, ele resolveu ajudar ou fazer algo romântico. Se ele lavar a louça para manter seu esmalte, aí sim, vamos aplaudir).

  • “Esperando a mensagem do Fê” (tanto homem quanto mulher apaixonada gosta de ter retorno, isso é certo). O problema não é isso, é o fato de estarmos num momento de empoderamento feminino. Os homens que fazem diferença são aqueles que respeitam, que compartilham, dizem eu te amo, mas praticam o “eu te amo” também.

  • “Guto fez o pedido. Lindo e cheio de graça. Arrasa por onde passa.” É a mulher esperando o pedido de casamento (coisa antiga, mas ainda tem muita moça esperando sim). Primeiro, eu não entendi a chamada com a descrição do Guto. Nada com nada e ainda lembrei da garota de Ipanema. Depois, pequeno gesto de assumir que quer construir uma vida ao lado de uma mulher? Bom, agora vamos falar de empoderamento feminino?

  • João disse eu te amo e a mulher já acha que é o homem da vida dela. Tá, acho que estão falando do primeiro amor. Será? Ou da dificuldade que os homens têm de dizer eu te amo? Ou esse é um pequeno gesto?

  • “Leo mandou flores” e conquistou a mulher. Para não perder a chance de ser mais clichê, tinha que ser um buquê de rosas. Será que as mulheres ainda são conquistadas com flores hoje em dia? Olha, é legal ganhar flores! Esse pequeno gesto faz uma diferença no dia, alegra sim. Sentir-se lembrada e amada é bom sim. Mas, vamos falar do poder das marcas e do empoderamento feminino? E o que tem isso a ver com o esmalte?

  • “Zeca chamou pra sair”. Pra terminar a lista dos esmaltes: um esmalte preto que faz a menina vestir um cinza curinga. E? Poxa gente, ela nem acredita que ele a convidou. Essas coisas acontecem mesmo. Muitas vezes vibramos quando a pessoa de quem gostamos presta atenção em nós. Mas isso é nome de esmalte? Que esmalte você vai usar? O André pra sair com o Zeca? Uma dúvida: você pinta as unhas pensando em homem? É uma dúvida mesmo viu gente! 🙂

E para piorar, a mulherada não deixou por menos nos trocadilhos: #risquehomens está bombando na rede!

Homens riscados por aí:

 Ai gente, faltou mesmo pesquisa de mercado. Vamos considerar que a cabeça das moças está mudada!

Criação que está circulando pela rede, dessa vez inspirada nas “mulheres fodas”.

mulher foda

Minha saia não é licença para abuso sexual

Minha saia não é licença para abuso sexual

 Sobre abuso sexual:

1- A culpa nunca é da vítima.

2- A culpa não é da saia curta ou do olhar que o cara acha que recebeu.

3- Não é Não.

Você sabe o que significa abuso sexual?

Abuso sexual é algo imposto por meio de força, não é um ato desejado por ambas as partes, é uma violência. O agressor sempre é o culpado, nunca a vítima. Geralmente os agressores dizem ter sido provocados e até mesmo usam a justificativa do tamanho da roupa da mulher, que é levada em consideração para o ato repugnante. Esse é o machismo nosso de cada dia.

O Ato de abusar

A vítima fica incapaz de negar consentimento, ou por ser mais fraca, ou por coação por arma, medo, extrema violência, coação emocional e moral. Muitas não denunciam por vergonha. Nossa sociedade também julga as pessoas agredidas. O abuso sexual pode ocorrer de qualquer lado. Muitas vezes acontece dentro da própria casa, cometido por parentes e amigos da família. Algumas vítimas podem até mesmo se tornar abusadores no futuro.

Tipos de abuso sexual

Existem diversos tipos de abuso, dentre eles: pedofilia, estupro, assédio sexual e exploração sexual, que ocorre muito no caso de tráfico de pessoas, especialmente de mulheres.

 

Como denunciar casos de abuso sexual

1-  Entenda que a culpa nunca é da vítima.

2- Vamos perder o medo de denunciar e romper com o silêncio.

Denúncias em casos de crianças e adolescentes, procure:

  • Conselhos Tutelares ou  Varas da Infância e da Juventude; Delegacias de Proteção à Criança e ao Adolescente;

  • ou DISQUE 100.

Denúncias em casos de abusos contra Mulheres:

  • Delegacias da Mulher;

  • DISQUE 100 OU 180.

Vamos romper o pacto de silêncio. Não é vergonha denunciar. Não alimente essa violência.

 

Nanda Soares para Why Menina

 

CineMulher #1 – Meninas contra o bullying e o machismo

escovadas antes de dormir100 Escovadas antes de dormir

Sinopse (adorocinema): Melissa (Maria Valverde) é uma inocente garota siciliana, que tem apenas 16 anos. Ela se sente distante dos pais, já que seu pai vive viajando e sua mãe está concentrada apenas em seu próprio mundo, sem notar as mudanças pelas quais sua filha está passando ao se tornar uma mulher. Na escola Melissa passa o dia sonhando com Daniele (Primo Reggiani), um colega de classe por quem nutre uma paixão adolescente mas que a ignora solenemente. Até que, um dia, Daniele decide convidar Melissa para sair. Encantada, ela aceita de imediato. Seduzida, Melissa é iniciada no sexo e passa a participar dos jogos sádicos de Daniele e de seu amigo Arnaldo (Elio Germano). Desnorteada e sentindo-se humilhada pelo ocorrido, ela passa a se educar sobre o sexo e ter ousados encontros com vários homens.

Why Menina:
A relação com os pais, principalmente com a avó, e a descoberta da sexualidade são foco desse filme. A sedução, ousadia, riscos e conflitos de sua caminhada de autoconhecimento revelam o lado bom e ruim de crescer. O filme mostra como o papel da família é importante na orientação dos filhos, as neuras e desafios do seu lugar no mundo, a escola como universo questionador. Melissa, 15 anos, ultrapassa limites da curiosidade e se perde em algumas situações perigosas que envolvem drogas, orgias e exposição. Esse filme é baseado em um livro em que a autora empresta não apenas o nome à personagem, mas também algumas experiências pessoais (diário), relatos de sua adolescência em um mundo cheio de tabus. É um retrato revelador da sexualidade deste século.

preciosa

Preciosa – Uma história de esperança

Sinopse (adorocinema):1987, Nova York, bairro do Harlem. Claireece “Preciosa” Jones (Gabourey Sidibe) é uma adolescente de 16 anos que sofre uma série de privações durante sua juventude. Violentada pelo pai (Rodney Jackson) e abusada pela mãe (Mo’Nique), ela cresce irritada e sem qualquer tipo de amor. O fato de ser pobre e gorda também não a ajuda nem um pouco. Além disto, Preciosa tem um filho apelidado de “Mongo”, por ser portador de síndrome de Down, que está sob os cuidados da avó. Quando engravida pela segunda vez, Preciosa é suspensa da escola. A sra. Lichtenstein (Nealla Gordon) consegue para ela uma escola alternativa, que possa ajudá-la a melhor lidar com sua vida. Lá Preciosa encontra um meio de fugir de sua existência traumática, se refugiando em sua imaginação.


Why Menina:
Um filme que conta a saga de Preciosa, que tem de enfrentar todo tipo de preconceito e violência. Uma menina que não teve oportunidades, mas tem muitas aspirações, sonhos que parecem distantes. Ela representa toda menina que não consegue se enquadrar e que passa por privações, falta de atenção, descaso, preconceito. Clarice (Preciosa) grávida do segundo filho,16 anos, sofre abuso do próprio pai, discriminação racial, sofre com a obesidade e falta de perspectivas. É preciso muita força interior e vontade de vencer para enfrentar os desafios e violações pelas quais passa. Uma menina com grande potencial que consegue, por meio de um olhar, um encaminhamento, educação, sair da condição terrível em que vive. Ela precisa reaprender a viver, a reconhecer o amor, a acreditar. Uma real história de esperança. “E como se sente? _ Aqui. Me sinto aqui”.

Não deixem de assistir.

foxfire- meninas- machismo- empoderamento feminino

Foxfire – Confissões de uma Gangue de Garotas

Sinopse (adorocinema): Nova York, anos 1950. Um grupo de garotas, cansadas dos abusos que sofrem diariamente na fábrica em que trabalham, resolvem criar uma gangue só de mulheres chamada Foxfire. Elas carregam uma tatuagem específica nos ombros para identificar quem pertence ao grupo. O bando irá usar de violência para se vingar das humilhações sofridas nas mãos dos homens.

Why Menina: Uma história intensa, que mostra a força e o enfrentamento contra a opressão, mas também os riscos e as fragilidades de ser mulher, menina. Amizade, descobertas sobre a vida e sobre si mesmas fazem parte desse filme.

 

Dica #WhyMenina

MENINAS, VOCÊS NÃO PRECISAM AGRADAR A TODO MUNDO

LIBRE

Ilustração de Nanda Soares para Why Menina

 

Muitas vezes nos pegamos em situações chatas e acabamos cedendo para abrandar as coisas. Sim, é preciso dialogar e tentar alcançar harmonia, mas isso não significa que você tenha que concordar com tudo que a outra pessoa ou grupo diz, pensa ou faz.

Isso serve para uma infinidade de situações, desde o seu corte de cabelo, seu estilo, suas roupas, gosto musical, até a escolha da carreira, namorado/a, etc. Logicamente, temos que respeitar alguns princípios da boa convivência e ter bom senso. Mas você não precisa provar nada a ninguém para saber exatamente o que você quer. Sempre terá algum engraçadinh@ pelo caminho para testar nossas convicções, mas devemos enfrentar o desafio e acreditar em nós mesmas. Somos julgadas constantemente e pedras voam de todos os lados, mas nada melhor que a confiança como escudo para calar a boca de quem vem te diminuir, agredir, expor, estressar. E claro, há sempre aquelas pessoas que servem para abrir os nossos olhos. Cuide bem delas!

E não caiam na cilada daqueles que te ameaçam: “se não fizer isso, significa que não gosta de mim”. Why?

Questione sempre o que está acontecendo e nunca se deixe levar. Quem gosta de você de verdade, não vai te discriminar ou deixar de te amar por algo que não quis fazer por simples diferença de pensamento e vontade.

Sinceridade

Ser sincera é ser autêntica e verdadeira consigo mesma e com os outros. Melhor ter amig@s que aceitem seus defeitos e que te ajudem a enxergar por conta própria o que não está legal do que ter gente rasa te bajulando. Ou, ter gente maliciosa tentando te convencer a ser o que não é.

@Nanda Soares para Why Menina

Por que slut shaming é errado?

Slut shaming

photo credit: Pensiero via photopin cc

 

Slut shaming, ou vergonha de vadia, “é o ato de criticar a mulher por sua atividade sexual real ou presumida, ou por se comportar de maneiras que alguém pensa que estão associados com a sua atividade sexual real ou presumida.”

Esse tipo de ação está diretamente ligada à cultua do estupro e é uma das formas de cyberbullying, que veio potencializar as agressões caracterizadas no bullying, disseminando-as rapidamente pela internet. A maioria das mulheres já passou por isso e muitas até praticam, se apropriando e externalizando o machismo nosso de cada dia. Não apenas as roupas, mas também o comportamento sexual e sexualidade são podados expressivamente por toda a sociedade. Quantas vezes já não ouvimos estupros serem “justificados” pelo tipo de roupa da mulher. Sim, se os estupradores não estão em jaulas, que as mulheres optem pelas burcas para não serem chamadas de oferecidas, ou atacadas. Ainda assim, seja com as mulheres de burca ou com as de shortinho, no mundo inteiro este crime persiste.

Numa sociedade machista, onde o NÃO supostamente significa “sim” para os homens, as mulheres ficam expostas e viram objetos de controle. Nessa cultura em que as roupas ou escolhas sexuais são apontadas e causam vergonha, as mulheres ficam à mercê do julgamento alheio. Vamos dar um basta nisso. Precisamos lutar para mudar esse pensamento que nos deixa prisioneiras da insegurança. E lembrem-se: internet também é mundo real e afeta as vidas das pessoas de modo direto.

*Nanda Soares para Why Meninas